Divisão de tarefas em casa influencia meninas na escolha de uma carreira

Segundo estudo, quando a filha não vê o pai ajudar nas obrigações do lar, ela tende a escolher apenas profissões normalmente associadas ao sexo feminino, como enfermagem ou veterinária

Pais: querem incentivar suas filhas a escolher melhor a carreira que querem seguir? Então podem ir lavar a louça, passar roupas ou aspirar a casa. Um estudo feito pela Associação de Ciência Psicológica revela que a divisão de tarefas do lar entre pai e mãe influencia na maneira como as meninas enxergam a escolha de uma profissão.

A pesquisa concluiu que nas casas onde cabe à mãe fazer a maior parte das obrigações, as filhas tendem a seguir atividades mais relacionadas ao sexo feminino, como enfermagem e veterinária, ou mesmo a se tornar donas de casa.
Por outro lado, quando o pai ajuda na rotina, elas consideram carreiras nas áreas de engenharia e finanças, por exemplo, que são conhecidas pela escassa presença de mulheres.
Os pesquisadores explicam que não se trata de um juízo de valor ou de uma ocupação ser melhor que outra. Trata-se simplesmente de as meninas considerarem possível seguir outras carreiras que não só aquelas normalmente associadas às mulheres. Feito com 326 crianças de 7 a 13 anos, o estudo foi liderado por Alyssa Croft, que faz parte do departamento de psicologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá.  Segundo ela, mesmo em casas onde os pais defendem a igualdade entre sexos e falam repetidamente sobre o assunto, o resultado é o mesmo. "Não adianta só falar, é preciso fazer também.
O que afeta mesmo a maneira como essas meninas pensam é o que elas veem acontecer em casa", afirma.
Para Alyssa, apesar dos esforços para criar ambientes de trabalho igualitários, as mulheres continuam muito mal representadas em posições de liderança e gerência. "A maneira como os pais de meninas encaram sua participação nas obrigações de casa parece ter uma grande influência nesse resultado". 




As dívidas estão te deixando louco? Cuidado.

Dívidas trazem outros débitos

Pessoas endividadas são três vezes mais propensas a ter um problema de saúde mental do que aquelas que não estão com as contas no vermelho.

Pesquisadores das universidades de Southampton e Kingston, no Reino Unido, fizeram uma revisão sistemática em todas as pesquisas anteriores que analisaram a relação entre problemas de saúde mental e dívidas.

Na meta-análise, a primeira de que se tem notícia sobre esse assunto, foram combinados estatisticamente os resultados de estudos anteriores que envolveram cerca de 34 mil participantes e suas dívidas.

Os resultados mostraram que as pessoas endividadas têm três vezes mais propensão a ter um problema de saúde mental que aquelas que não têm dívidas.

Menos de 9% dos participantes sem problemas de saúde mental estavam com dívidas, em comparação com mais de 25% dos participantes endividados que apresentavam um problema de saúde mental.

A equipe descobriu também que as pessoas endividadas são mais propensas a sofrer de depressão, dependência de drogas e psicose.

Os resultados também sugerem que quem morre por suicídio tem maior propensão de estar com dívidas pendentes.

O que vem primeiro?

Contudo, o estudo não foi suficiente para estabelecer uma relação causal, ou seja, não é possível dizer se a dívida gera o problema mental ou se o problema mental leva a pessoa a se endividar.

"Esta pesquisa mostra uma forte correlação entre dívidas e saúde mental. No entanto, é difícil dizer o que causa o que," reconhece o Dr. Thomas Richardson, coordenador do estudo.

"Pode ser que as dívidas levem a uma saúde mental pior devido ao estresse que elas causam. Também pode ser que as pessoas com problemas de saúde mental sejam mais propensas a se endividar por causa de outros fatores, tais como um emprego irregular.

"Da mesma forma, pode ser que a relação funcione nos dois sentidos. Por exemplo, as pessoas que estão deprimidas podem ter dificuldades para lidar com suas finanças e entram em dívida, o que, em seguida, joga-as mais profundamente na depressão," avaliou o pesquisador.







O derrame cerebral (AVC) Acidente Vascular Cerebral


O derrame cerebral é a principal causa de morte no Brasil. A boa notícia é que até 90% dos fatores de risco da doença podem ser prevenidos

Cerca de 70.000 brasileiros morrem por ano vítimas de acidente vascular cerebral (AVC). Trata-se da principal causa de morte no país, tanto entre homens quanto entre mulheres, segundo o Ministério da Saúde.

A doença é caracterizada pela falta de irrigação sanguínea numa parte do cérebro. Sem sangue, os neurônios presentes na região afetada não têm acesso a nutrientes e ao oxigênio — e podem morrer. "A gravidade do AVC depende da localização e do tamanho da área afetada. Isso explica por que a doença causa desde sintomas leves até sequelas definitivas ou óbito", diz Caio Focássio, cirurgião vascular da Santa Casa de São Paulo.

O derrame costuma ser de dois tipos: isquêmico, correspondente a cerca de 80% dos casos, e hemorrágico, responsável por aproximadamente 20% deles. No caso do AVC isquêmico, ou AVC I, o agente é um coágulo, que, oriundo de diferentes causas (como trombose, hipertensão e colesterol alto), obstrui um vaso que leva o sangue do coração para o cérebro — uma artéria. Já o AVC hemorrágico, ou AVC H, ocorre quando alguma artéria se rompe, desencadeando uma hemorragia cerebral.

Sintomas — Nas duas versões, os sintomas são os mesmos: dificuldade para falar, dormência de um lado do corpo, fraqueza, visão dupla e desequilíbrio. Diante desses sinais, é preciso levar o paciente ao pronto-socorro o mais rápido possível. No hospital, a pessoa será submetida a exames de imagem — ressonância ou tomografia — para diagnosticar o tipo do derrame. No caso do isquêmico, o procedimento de desbloqueio da passagem sanguínea, chamado trombólise, pode ser feito, em média, até quatro horas depois do acidente. Já o hemorrágico, mais difícil de ser tratado, requer, a depender da gravidade, uma operação para drenar o hematoma.

Fatores de risco — Segundo o estudo internacional Interstroke, realizado em 22 países, entre eles o Brasil, e publicado em 2010, 90% dos casos são associados a fatores de risco evitáveis. São eles: hipertensão, diabetes, sedentarismo, colesterol alto, obesidade, tabagismo, abuso de álcool, problemas cardiovasculares e dietas ricas em gordura e em sal. Os outros 10% podem estar relacionados à genética, idade (segundo a Associação Americana de AVC, a probabilidade de uma pessoa ter um derrame dobra a cada década depois dos 55 anos) e etnia (negros e orientais são mais predispostos à hipertensão, o que facilita o AVC).

Há pouca diferença entre os fatores de risco relacionados ao sexo. "Se a mulher não é tabagista, usuária de anticoncepcionais e vítima de enxaquecas com aura, seu risco não é mais elevado que o do homem", diz Antonio Cezar Galvão, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

A incidência da doença, porém, muda de acordo com o avanço da idade. "O AVC é um pouco mais prevalente em homens até os 75 anos. Como as mulheres vivem mais que os homens, e a idade é um fator de risco para a doença, elas apresentam uma probabilidade mais elevada de ter derrame", explica Adriana Conforto, neurologista chefe do Grupo de Doenças Cerebrovasculares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. O AVC afeta uma em cada cinco mulheres e um em cada seis homens.

Brasil pode importar e exportar doenças durante a Copa

"Turistas podem infectar brasileiros com sarampo, meningite e chikungunya. Dengue e diarreia do viajante estão entre as ameaças aos estrangeiros"

A seleção comemora com o público no Maracanã depois da final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, no Rio de Janeiro
Em partida inesquecível, o Brasil derrota a Espanha e levanta a taça da Copa das Confederações no Maracanã
Torcedores fora do estádio do Maracanã antes da final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha, no Rio de Janeiro
Cerimônia de encerramento antes da final entre Brasil e Espanha, no Estádio do Maracanã, em 2013

Cerca de 600 000 turistas estrangeiros são esperados no Brasil durante a Copa do Mundo. O grande contingente de pessoas vindas de várias partes do planeta favorece o intercâmbio de vírus e bactérias que podem causar doenças tanto nos brasileiros quanto nos estrangeiros.

Para os brasileiros, a ameaça são enfermidades que estão controladas no país, mas em atividade fora daqui, como o sarampo. "A Europa vive um surto de sarampo, causada pela queda na adesão à vacinação. O risco é maior para crianças com menos de um ano, que, nessa faixa etária, ainda não foram imunizadas, e moradores de regiões com baixa cobertura da vacina", afirma o pediatra Renato Kfouri, presidente da Associação Brasileira de Imunizações (SBIM). De abril de 2013 a março de 2014, 9 579 casos de sarampo foram registrados no velho continente, segundo o Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças.

Outro perigo é a meningite. A vacina oferecida na rede pública brasileira protege apenas contra o sorogrupo C, mais comum no país. "Mas há tipos que circulam em outros lugares, como o W-135, no Chile, na Argentina e em algumas partes da África, e podem ser trazidos com os turistas", diz Kfouri. No Chile, por exemplo, 32 casos de meningite W-135 foram confirmados entre janeiro e maio de 2014.

Capacidade do cérebro é muito maior do que se pensava

Como sempre acontece na ciência, as coisas são sempre mais complicadas do que pareciam à primeira vista.

Um grupo internacional de pesquisadores acaba de descobrir que o cérebro possui um "poder computacional" muito maior do que eles calculavam.

Os cientistas gostam de comparar o cérebro humano com um computador, no qual os neurônios seriam os "transistores" com os quais são construídos os processadores.

Neurônios são células nervosas de cujo corpo central derivam um axônio, a parte mais longa, e dendritos, uma teia com numerosas ramificações.

As teorias atuais afirmam que os axônios "disparam" - liberam cargas elétricas - para que os neurônios comuniquem-se uns com os outros. Tudo o que o cérebro faz seria resultado dessas interações interneurais, as chamadas redes neurais.

Os dendritos, por sua vez, seriam apenas fios de interligação, sem nenhum papel ativo.

Contudo, uma equipe do Reino Unido e dos Estados Unidos acaba de descobrir que os muito mais numerosos dendritos também "disparam", fazendo suas próprias computações de forma autônoma.

Capacidade do cérebro é muito maior do que cientistas pensavam
Os dendritos têm seu próprio poder computacional, mostrando que o cérebro é muito mais complicado do que se imaginava. [Imagem: Biosferas/UNESP]
Cálculos cerebrais

Os resultados desafiam o paradigma atual das neurociências de que os cálculos cerebrais são feitos apenas por um grande número de neurônios trabalhando em conjunto, demonstrando como componentes básicos do cérebro são dispositivos computacionais excepcionalmente potentes.

"Os dendritos atuam como dispositivos de computação em miniatura para detectar e amplificar tipos específicos de sinais de entrada," disse o professor Michael Hausser, orientador do estudo.


"Esta nova propriedade dos dendritos adiciona um novo elemento importante para a 'caixa de ferramentas' computacionais do cérebro," concluiu ele.

Ou seja, mesmo a nova descoberta não foi suficiente para que os cientistas escapassem de seu mecanicismo e mudassem sua concepção do cérebro como uma máquina, cheia de peças e ferramentas.






14 Coisas Que Você Realmente Não Deseja Saber Dos Alimentos Que Você Compra



1. A fabricação de iogurte grego produz toneladas de soro ácido (tóxico) desperdiçados todos os anos, e ninguém sabe o que fazer com isso.
Eis um trecho de uma fascinante matéria da revista Modern Farmer sobre como lidar com o problema do soro de leite:
“Para cada 100 ou 120g de leite, a Chobani e outras companhias só conseguem produzir 30g de iogurte grego cremoso. O resto acaba virando soro lácteo ácido. Trata-se de um dejeto viscoso que não pode ser simplesmente descartado. Não apenas isso seria ilegal, como também a decomposição do soro do leite é tóxica para o meio ambiente, roubando o oxigênio de córregos e rios. Isso poderia transformar um curso d’água naquilo que os especialistas chamam de ‘mar morto’, destruindo a vida aquática por áreas potencialmente amplas. Derramamentos de soro de queijo, um parente de soro de iogurte grego, já matou dezenas de milhares de peixes nos Estados Unidos nos últimos anos.”

2. Os sucos de laranja que não provêm de “concentrado” são processados com “pacotes flavorizantes” para assegurar, de modo artificial, que cada garrafa tenha exatamente o mesmo gosto.
Não importa a estação do ano ou de quais laranjas o suco provém, as grandes empresas de bebidas fabricam seus produtos de maneira perfeitamente consistente, ao misturarem no suco flavorizantes cuidadosamente calibrados, específicos de cada marca. Essas misturas são adicionadas para substituir os sabores naturais perdidos quando o suco tem parte do seu oxigênio removido (sendo “desarejado”) para que ele possa ser mantido em tanques de armazenamento durante mais de um ano (!) sem oxidar.
Como o sabor adicionado é tecnicamente derivado do óleo e do extrato da laranja, ele não precisa ser listado de forma específica entre os ingredientes.

3. É desta forma que os ingredientes para hambúrgueres vegetarianos embalados são misturados uns aos outros:
Num enorme carrinho de mão. Com uma pá. Nossa, adorei tanto isso.

4. A maior parte do leite comercial é produzida por meio de combinação, aquecimento, homogeneização e reembalagem do leite de centenas de vacas.
O leite é separado em diferentes componentes (gordura, proteína e outros resíduos sólidos e líquidos) por grandes centrífugas industriais. Esses componentes lácteos são, então, recombinados em diferentes proporções para se produzir leite integral, semidesnatado e desnatado perfeitamente uniformes.
Leia mais sobre o processo – e sobre como o leite cru (ou seja, aquele que sai das vacas) se tornou uma coisa do passado – nesta matéria do L.A. Times.

5. Os produtores de cerejas marascas lavam as frutas com alvejantes químicos e depois as deixam marinando em grandes cubas com xarope de milho e corante para tornarem as cerejas vermelhas novamente.
Desculpa, elas não nascem assim.

6. Muitas sopas enlatadas são flavorizadas com glutamato monossódico (MSG), mesmo quando elas afirmam o contrário.
O aditivo dá um sabor de carne às sopas, ajudando a compensar a perda de sabor induzida nos enlatados e a redução de sal (muitas marcas acabaram reduzindo o seu uso de sal graças a campanhas nutricionais condenando os altos níveis de sódio).
O MSG não necessariamente é nocivo, mas os fabricantes de sopas evitam admitir o seu uso, afirmando capciosamente que ele “ocorre naturalmente” (porque é refinado a partir de proteínas de vegetais e de leveduras) e listando-o entre os ingredientes como “extrato de levedura” ou “proteína hidrolisada”. Uma verdadeira guerra publicitária eclodiu em 2008 porque a Campbell’s e a Progresso passaram a temer que os consumidores deixariam de comprar sopas que contivessem MSG.

7. O processo de enlatamento de sopas é tão violento que as companhias produzem cenouras superduras em suas receitas para que elas não se desintegrem.
Esse aí é só um cara qualquer segurando uma cenoura enorme, mas um ex-cientista alimentar da Campbell’s descreveu as cenouras com resistência industrial como “semelhantes a troncos de árvore – parecidas com bastões de beisebol”.

8. Muitos sorvetes são espessados e estabilizados com carragenina, que é na verdade um extrato de algas marinhas.
O que não é ruim, apenas… esquisito?

9. Salsichas são preenchidas com uma mescla gosmenta de retalhos de carne, gordura e amido, ou “recheio de cereais”.
Recheio de cereais = farelos de pão, farelo de grãos ou farinha, porque quem é que não adoraria um pouco de farelo de grãos em sua salsicha bock? E isso sem falar em todos os adoráveis flavorizantes, corantes e conservantes que podem estar flutuando por ali também.

10. Inúmeros azeites de oliva importados (e caros) “extra virgem” são na verdade batizados com óleos de sementes e nozes mais baratos.
Leia o ensaio fascinante (e hilário) de Tom Mueller sobre a fraude dos azeites italianos, que acabou virando o livro Extravirgindade: O Sublime e Escandaloso Mundo do Azeite de Oliva.

11. Produtos vermelhos e cor de rosa são muitas vezes corados com extrato de cochonilha, ou seja, nada mais nada menos do que os corpos esmagados de minúsculos insetos.
Incluindo todos esses velhos conhecidos. O extrato de cochonilha também aparece listado, por vezes, como ácido carmínico ou carmim. Você pode aprender mais sobre o delicioso processo de fabricação desse corante aqui.

12. Cremes para café são feitos com xarope de milho e óleos vegetais (hidrogenados e com gordura trans).
Creme coisa nenhuma. Aqui estão os ingredientes listados no rótulo do Coffee-Mate Original Liquid:
ÁGUA
RESÍDUOS SÓLIDOS DE XAROPE DE MILHO
ÓLEO PARCIALMENTE HIDROGENADO DE SOJA E/OU DE ALGODÃO
MENOS DE 2% DE CASEINATO DE SÓDIO (UM DERIVADO DO LEITE)
FOSFATO DIPOTÁSSICO
MONOGLICERÍDEOS E DIGLICERÍDEOS
ALUMINOSSILICATO DE SÓDIO
SABOR ARTIFICIAL
CARRAGENINA
E se você precisa de mais um motivo para parar de colocar creme no seu café, saca só essa textura superdivertida que surge quando todos esses ingredientes se juntam!

13. Para se fazer bacon, barrigas de porco são penduradas nessa máquina estranha ao estilo lava-jato e banhadas com “fumaça líquida”.
Essa chuva vermelha horripilante também inclui corantes para dar uma cor mais apropriada de bacon ao porco.

14. O queijo ralado está repleto de celulose - ou seja, polpa de madeira refinada - para evitar que ele fique embolotado.
A celulose, feita de fibras de plantas retalhadas (incluindo madeira), é um aditivo alimentar comum que pode ser usado para deixar o sorvete mais cremoso ou para engrossar o molho de salada sem adicionar calorias. Como ela é derivada naturalmente, até mesmo os alimentos embalados rotulados como orgânicos muitas vezes incluem celulose. Serragem! Quem diria?